quinta-feira, janeiro 19, 2012

tornado



Sou todo vento que posso!
toda a dor que senti
se esvaiu como chuva
não haverão mais dores por agora
e os sentimentos de um coração meu que parti
regozijam-se no presente que vindará a ser outrora
sou todo o vento que sopra
pois sendo vento não preciso estar aqui
mas também não preciso ir embora!

quarta-feira, janeiro 11, 2012

DEMUMIFICAÇÃO



da cor dos olhos a luz tenaz que se desfaz sob os móveis, tudo se enforca em um segundo e nada mais, da mente surge o abrupto ruído brotado no peito, e os ouvidos gritam em contraposição ao próprio corpo.a boca seca, os olhos se enchem d'água, um rio me corta e todos os sentimentos são um, foram um.
sou o mais afogado dos homens,
o poeta mimado que se desfez;
das palavras me desliguei
e da sina dramático me desgarrei.
os ócios se tornaram vícios
os vícios antiquados permaneceram
olho no espelho com moldura carunchada e tudo o que vejo é como a casa era,
não como a casa está
essa pintura desgastada necessita de transformar-se em um novo e encantado EU.
(desmedido, desatrelado, descabido pra qualquer lado)

sábado, dezembro 31, 2011

nouve anne!



É O FIM
NÃO EXISTE MAIS O QUE SE FAZER
NÃO HPA MAIS ESPERANÇA
SE AGARRE FIRME AOS POUCOS SONHOS QUE TE SOBRAM
DEFINA AS POUCAS ILHAS QUE TE FALTAM
COMEMORE
SINTA
CORRA
NÃO SINTA
APENAS PASSE
NÃO MORRA
VIVA, VOCê PRECISA DESSA CHANCE
NA REALIDADE É TUDO O QUE VOCê TEM
É TUDO QUE TE RESTA
FAÇA SUAS MERDAS
LEVANTE-SE
CONTINUE TENTANDO
DÊ UMA GUINADA, VEZ POR VEZ
E DEPOIS
NA HORA DO DESCANSO
OLHE PRO CÉU
AGRADEÇA PRA QUEM O UPRA QUE VOCÊ ACREDITA
E AJOELHE-SE
AJOELHAR-SE FAZ BEM AS VEZES, LAVA A LAMA E CONFORTA A ALMA
DESTRUA O QUE HOUVE DE RUIM, MANTENHA ALGO; O APRENDIZADO
E NO NOVO COMEÇO, OLHE NOS FUNDO DO ESPELHO E ARRANQUE-SE
DESTE INFINITO QUE DUROU ATÉ ANTES DE AGORA QUE É OUTRO!
"CARPE AND PASS BY LOVE!"


See you spacecowboy

terça-feira, dezembro 20, 2011

no place like a FUC***G HEART


Que dor é essa?
Esse desalento que se aproxima devagar
Que acreditei ter matado
Que pensei nunca mais estar !
Onde estava tudo quando o chão se partiu
Onde estavam os pregos e a cola pros curativos de emergência?,
Porque as coisas não fazem mais sentido?
Essa chaga que parecia ter cicatrizado força em querer se abrir
Retomo a batalha contra minhas piores induções,
Retomo minhas atitudes de negar-me
Desmereço-me, e fico apenas com as migalhas!
Ai de mim que me perdi por esse louco martírio
De prazer e dor
Ai de ti que tem de suportar as inconveniências desse maltrapilho que sucumbe
Ai de ti que não consegue mais sequer ouvir
Calo-me e sento, com o sacrossanto canino
Que ao poucos se aproxima em busca de carinho
E depois de alguns afagos,
Recebe empolgados chutes no corpo na chaga no coração é golpeado por espinhos!
A estranheza tornou a habitar meus olhos e o mundo percorre minha visão em “slow-motion “
Os significados não reproduzem ecos, os ecos já não significam muitas coisas,
a indiferença apenas serve pra camuflar as maiores mentiras,
Negar continua sendo a piro forma de afirmar
E ainda sim
Intrépido e enganado lhe afirmo, TE AMO!

quarta-feira, dezembro 07, 2011

EU-GOZISMO


como controlar essas virtuosas forças que brotam das têmporas viris
como desmistificar as criaturas qeu habitam
como guardá-las
tornar-se amigo do seu maior inimigo
você;
que não supota esse tipo de coisas
que se perde na métrica diabólica das curvas
qeu se permite pertencer a outro plano
não podes sucumbir s tuas falésias
não desejarás jamais o fundo oco do buraco preenchido
tua flâmula língua não habitarás tua boca
tão somente que habitarás tua mente
afiada, sedenta e imersa netas fantasias
que te espelham..
ó parvo egoísta que se consome!

sábado, dezembro 03, 2011


corro o risco de estar errado toda a vez que estou certo
eu corro e simplesmente me jogo nessa angustiante rota contra o mundo
me perco de mim achando que talvez seja o único caminho
minto pra que possa obter ilusões
me encharco nos bosques
nas nuvens
com vento água e terra
e acredito estar colocando tudo no seu devido lugar
mas na minha cabeça e no meu peito
o conflito para na boca
sem meios pros fins
sem final feliz
sem verbo para o-correr
esta verdade que não é
despida de mentiras
nua de termos
e caminhante com os membros
o desleixo me aproxima dela
não me preocupo mais tanto com os caminhos
nada se torna tudo e caem-se os portões da noite
não existem limites
só existem olhos que não importam!

reverberações eclodem em momentos inúteis,
tanta saudade e dor misturados resultam em quê?
nada possui as respostas que procuro
vou ter que me dedicar mais e preparar meu kit de socorro;
inútil
infalível é a tentativa emocional que não raciocina
aperfeiçoa, machuca, mata
e revive mais uma vez dentro
por debaixo de tantas cicatrizes!

sexta-feira, dezembro 02, 2011

NO HEART TO GO...



o silêncio brotou
do vazio que ficou das falsas esperanças
o branco se enrubreceu
das feridas, o corpo desfaleceu
dos motivos, o sentido se perdeu.
talvez não seja o momento,
o tempo não seja esse
certamente precisamos crescer,
mas o que fazer quando sobrevivermos a nossa juventude
o que se poderá perder depois
do que permitirá perder-se depois
como sentir além disso que nos mata?
como reviver essa quimera chamada AMOR?
talvez o cansaço da batalha tenha dominado, ou feito sucumbir
toda a beleza que poderia haver, morta, mas ainda vivendo aqui dentro!

terça-feira, novembro 29, 2011

maybe i lost myself for a minute!



não existe o lugar, desapercebido de nós caímos no escuro e fundo não-ser, e em tempos de "cobre" temos de ter, sendo assim tudo que tenho é minha angústia, tudo que me resta é minha dor, e esse vazio que não pára de crescer!

segunda-feira, novembro 07, 2011


Te cala, te fala
numa nupcia das línguas ralas
rotas e cruas
onde a minha fala e a tua
num mar de ver betes inditos, olhares benditos
se anula!

sexta-feira, outubro 21, 2011

EM-COM-OUTRO



EU NÃO SOUBE PEGUNTAR
NA REALIDADE EU NUNCA SABIA QUAL A PERGUNTA CERTA
EU SEMPRE DESEJEI FALAR, MAS NUNCA SOUBE O QUE DIZER
QUANDO E COMO
NA ÂNSIA EU SONHEI E RUÍDO MEU SONHO CRESCEU EM OUTRA TERRA
NESTA TERRA EU ACREDITEI SME ACREDITAR
FIQUEI CEGO PRAS COISAS QUE VALIAM À PENA ( E AINDA VALEM)
FIQUEI SURDO PRAS PALAVRAS QUE DEVERIAM SER OUVIDAS
E ME CALEI SEM SABER O QUE AO CERTO DIZER
RETORNEI à MIM MESMO AS PERGUNTAS QUE ME INCOMODAVAM
E DENTRO DESSE UNIVERSO ENCONTREI A RESPOSTA PARA TODAS AS GRANDES QUESTÕES
...

quarta-feira, setembro 07, 2011


NÃO SE TRATA TANTO DO QUE VOCÊ VÊ, MAS DO QUE VOCÊ SENTE QUNADO VÊ...
...
..
.
E DEPOIS E DEPOIS E DEPOIS E DEPOIS E DEPOIS...
...
..
.
E NO FIM!

sábado, julho 09, 2011

ADIEU


imaginando o nosso passado
eu vi uma turva imagem do futuro
tudo que eu desejava e sonhei
despeçadaçou-se
éfato que meu carro chefe era o teu
e eu não soube dirigir
por isso seu muro também se esvaiu
por muitos longos anos eu vou continuar nessa falta
de querer nãoser omeu futuro voltando ao passado queera bom
e pormuit otempo a minhaculpa poderáme consumir
doiscaminhos existem, ir maispra trás ou segir em frente
a pena dessa sina será não poder seguir contigo e não poderde fato voltar pra trás
permaneço vazio nesse meio de presente
enxergando luzes que não brilham
vendo fantasmas
pensando que destino não existe
falta ódio
falta raiva
falta a cura pro que não existe
distância que não cede
tosse que não cura
ar rarefeito que acaba
olhos fechados pra te encontrar
somente em um lugar onde posso tornar a rir
nos domínios qu'eu não domino
SONHAR ou seguir nesse lânguido desatino
...deixa arder que dói

domingo, julho 03, 2011

quem perde fica!


não há o que dizer, não saem ruídos ou sequer voz, todo mundo silencia quando estou atentar pensar, nã oexiste uam única gota de sangue derramada e aidna sim me sinto toalmente flagelado, minhas luzes não brilham, nem oscilam, não sei o que pensar, tudo se turva, ao caminhar com oum zumbi, eu penso em qualquer coisa que me afaste desta dor, uqero me libertar dos males que eu fiz pra nós, nã osonho mais, nã ome preocupo mais, penso se realmene valeu a pena, desejo que haja algum snetido no texto, desejo que tudo nã oseja um pesadelo, desejo acordar, mas minhas novas crenças e conceitos me acorrentam a esta realidade já passada, meu presente setorna um eterno retorno, nesse vórtice de nada que me prendo, as soluções seesfregam em minha cara, eu não sinto vontade de mastigá-las, me retranco no fechar dos olhos a corda é a singela passagem, penso me como balançar sem ter peso, penso no que realizar, no uqe começar a construir, e somente o apocalipse invade este espaço em branco, sombras que se escondiam a tant otempo retomam seu espaço, afala nã oajuda, a presença (ou a falta dela) não cooperam, fantas mas me seguem, vozes na cabeça e nada de sentido em atitudes, meu rendimento se perde no espaço tempo em ouvir e realizar, minhas palavras se perdem, meus olhos se esqueceram de enxergar, não masi consigo sentir, a pedra voltou a encobrir o coração rasgado e dilacerado, talvez seja esse o grande senso de tudo, a grande charada presente na piada,não existem masi saídas , o ´punico geito de continuar é se ferrar de novo e de novo e de novo, a perseverança é em buscar formas diferente s de fa^z-lo, pra que prescisar dos outros, pra que prescisar de qualquer coisa, você nã omerda nenhuma do que tem ou o que faz, so(u)mos de uma geração perdida, sem sentido pras coisas , filhos depais presentes qeu não nos deixam ser que mdesejamos, nã otemos vontade, apenas macacos pelados sem espécimes que correspondam, somente quendo você entender que perder é o que você ganha por estar no jogo você poderá ter a ilusão de que está ganhand oalgo.
mas o que se gnaha sempre vai ser a pergnuta de 1 milhão de dólares!

de(mai)s-amor(te)





eu quero muito estar com você
mesmo não podendo estar
eu quero muito não estar com você
mesmo não podendo ficar
eu quero que você queira também
o mesmo que eu
e quiçá um bebê meu bem;
mas nossa história não acaba por aqui
nada acaba por ali
ali é o onde apenas o ponto pousou
onde a sombra da incerteza estacionou,
e quando o lá
no sol aparecer
todas as sombras se dissiparão
e eu (se você quiser e desejar)
voltarei com meu coração
pra você o seu me entregar!

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

LE FIN


Já não sei o que é melhor,
já sofri demais com essas dores qeu não são minhas...
meu afago, meu dizer, minhas lástimas
e tudo o que me vem a cabeça é o desejo de mais um gole,
mais uma gota do meu sangue pinga no chão desajustado desse cubículo.
Os cheiros se misturam com a fumaça dos cigarros que findam no cinzeiro,
não há perspectiva, todo o futuro que se promete é um fim em potencial do agora,
você é a bala, a arma e o gatilho com o dedo;
talvez até os miolos qeu vão voar sejam os teus.
Ao longo de toda essa via sacra a imagem bêbada de um não redento,
pecador e ilusoriamente salvo por si mesmo,
apegado no seu ceticismo,
deflorando as horas em cada martírio percebido,
visceralmente alimentado pelos odores,
personagem autor desse que não poderia ser um trágico melhor final pra toda eustória de destrutivamor...

segunda-feira, janeiro 03, 2011

M O R T I S EST





A tomei me meus braços

Com o ardor gélido do meu hálito balbuciei fino sobre o seu ombro

Apertei-a firme

Beijei-a à cautelosamente e ao fechar dos olhos dela

Pude perceber como era bela, e a injustiça que fora

Perder-te de mim tão cedo

O quanto aproveitaria se ex-tivesse a oportunidade

O quanto brincaríamos mais em nossa infância

Em quanto adubo chacoalharia pra ver brilhar uma vez mais o teu sorriso

E assim deixei-a

Enquanto do outro lado da sala a passos longos tênues e lentos ia ao seu encontro

Sentia o peso do teu desassossego

Peguei-a num volumoso e sorrateiro canto do meio

Num falante abraço silencioso

Duradouro

Longo

Pude sentir o peso da sua respiração

A convalescência da minha de encontro a tua

Queria roubar tua dor pra mim

No desencontro dos corações observei teus olhos

O direito de esclera “enrubrecida” e febril

Fazia par com o esquerdo que conjuntamente fixavam-se nos meus

Fora o cansaço e o brilho turvo deles podia ouvir tua dor

Quisera eu amansá-la, libertá-la de qualquer infâmia e desprezo pela vida após isso

Mas estes tipos de coisas não são assim,

Como líquido quando se evapora

Estas coisas são sólidas estacas glaciais que não derretem

Antes fossem de madeira,

O que me faz entender que cada qual constrói o teu calvário

E no meu queria roubar a dor de todos pra que ninguém sofresse por estas perdas que se veem

Que se sem-tem

Pudera voltar no tempo

Decifrar os códigos divinos

Observar atentamente os sinais misteriosos

E prevenir cada minuto

Mas não dá

Tão grande é sua dor quanto a minha, a pena é não saber o peso que atinta faz na tua caneta

E nem como continuarás a escrever os versos de tua folha

Só se lembre de que

De nada adianta abdicar de letras

E símbolos sem que

Não se possa dizer de alguma forma o que se sente

Continue, mas se permita a pausa.

terça-feira, setembro 28, 2010

Z E R 0


"Qual o sentido pra tudo que se sofre,

sente

paralise-se

observe o mundo a sua volta e tente entender o movimento das coisas

tudo possui sua individualidade

seu microcosmo

seu universo

a ternura de existir é poder compreender.

O grande tormento de existir é não querer.

Deixar ser, ainda que com.

Utopia que fora perdida nos tantos copos que vislumbrei o fundo. "

....

Somente um viajante caído

besuntado em sua bebida

seu álcool;

trovejando idéias

aos montes “verbomontadas”.

Caminhou até o porto mais longínquo

sentou-se diante do mar

nada sentia até, e'ntão,

chorou;

soluços lhe pulavam pela falta de sua bebida de preferência

ainda sim preencheu-se as narinas com o salgado sopro do mar,

perdeu-se na imensidão de um abraço ao vento...”

sentiu-se ao mundo agarrado quando caiu ao chão.

Permitia-se na insuficiência de sua martelança.

Tomar volumosos goles desse mundo que o cercava e,

inebriado com as estapafúrdias tolices que lhe brotavam,

não mais comia;

inchou-se de devaneios,

uma vida que não lhe ouve.

Novamente aos pés do mar gritou,

esbravejou e amaldiçoou,

areia, céu e água...

Por mais alguns momentos ali ficou,

miseravelmente calado,

afundando na “molecência” da areia de seus “mil-olhos”;

Recordou-se que fora Dr., Mm., e uma série de outras abreviações,

dignas agora de seu escárnio em voluptuosas goladas e golfadas,

as palavras novamente lhe saíam.

Suas roupas já possuíam algas de tanto que ao mar contava e descarregava-se,

e numa brevidade,

num tempestuoso dia que se aproximava; vindo com ventos “ufantes” do sul,

raios caíram:

seus olhos brilharam,

toda a cor já não poderia lhe prestar mais

arrumara uma âncora

estava “ao-fundo-dar-se”,

pra um talvez porto seguro

soltando as poucas bolhas que lhe restavam

como símbolos de um qualquer passado que já desprezava.

Desceu, desceu e desceu,

até que onde não mais luz podia chegar

Fechou os olhos e dormiu tranqüilo e são!

domingo, agosto 08, 2010

balbuciodelirificações

Eu sinto o tato, de tanta falta temo em sentir.
Quisera que estas gotas cessassem, pra que assim pusesse dar finitude a estas palavras!
Não, não param de cair; e estas finas atitudes me forçam a escrever com o sangue que brota
de minhas veias, com a lágrima e demais sulcos que pingam e resvalam sem poder deixar de sentir
em sem-ti(r).
Quem me dera não tivesse me entrelaçado neste feitço,nessa ventania que arrebatou qualquer
possiblidade de volta, qualquer volta me retorna a você, qualquer você sou eu vendo você,
qualquer gota ... qual quer?
Qual tiver de ser, meu destino indigno ou cruel deverá me arrebanhar, Me deixar de ver você;
isso seria já o findar de ser, de ser-em-ti.
E contigo me devasto e me reconstruo.
Nunca sei bem o que sou sem vôo-ser.
Fico sem ar, sem vento, sem qualquer acalento, acalmamento
sem sequer um sereno.
Sim qual quer?
... Respingo.
E que chova por eras se eu não o puder, que eu chore até meus olhos, sem corpo, defenestrarem-se.
Que eu não mais respire se não estiver-com!
Que tudo passe, e eu petrifique meu pranto.
E amigo do tempo, que espere a magia, o retorno, o abraço compelido e complacente, entrega que me libertará!!
Agora posso deixar a caneta de lado, posso enfim deixar de sofrer,...
..Por agora estou com você!
poder sonhar com você e eu num futuro hoje desta vida quase faz no sonho bem!
Bem que posso, estou certo, e ainda sim, na minha atual incompletude de eternâncias, não consigo mais me ver em sonhos sem você

BRUTUS



O que fazer qunado o sol já não é como o brilho da lua que o pega emprestado?
Como pode ser descrito a interlocução ocorrida entre o fim e o início?
Estamos no começo do fim de um novo começo, que se torna fim no momento em que o começo próximo re-passa, e passa a estar presente no fim deste que outrora fosse o início de tudo que nunca foi perdido e que sempre esteve aqui.
Os sons já não são os mesmos, mas ainda sim há musicalidade no que se vê!
E posso sentir o ventos bailarem ao torno que construi de ti!
Há algo de podre no reino do "meumesmo"!!
Há algo que não reconheço neste re-começo, não há lazer nas alturas que se vislumbram daqui de baixo. O vento sopra e tudo se apaga; cair não parece uma opção, simplesmente o "facto-fragmento" do próximo. E se caio, quando estou a despencar, me levanto.
Estranho fóssil que reaparece antes mesmo de ossar-se na pedra magna de sua civilização desumana e inacabada, inabalável verdade que me faz ter esperança no que não vejo e sentir melhor com o brilho da lua que o pandemônio do sol!