
Que dor é essa?
Esse desalento que se aproxima devagar
Que acreditei ter matado
Que pensei nunca mais estar !
Onde estava tudo quando o chão se partiu
Onde estavam os pregos e a cola pros curativos de emergência?,
Porque as coisas não fazem mais sentido?
Essa chaga que parecia ter cicatrizado força em querer se abrir
Retomo a batalha contra minhas piores induções,
Retomo minhas atitudes de negar-me
Desmereço-me, e fico apenas com as migalhas!
Ai de mim que me perdi por esse louco martírio
De prazer e dor
Ai de ti que tem de suportar as inconveniências desse maltrapilho que sucumbe
Ai de ti que não consegue mais sequer ouvir
Calo-me e sento, com o sacrossanto canino
Que ao poucos se aproxima em busca de carinho
E depois de alguns afagos,
Recebe empolgados chutes no corpo na chaga no coração é golpeado por espinhos!
A estranheza tornou a habitar meus olhos e o mundo percorre minha visão em “slow-motion “
Os significados não reproduzem ecos, os ecos já não significam muitas coisas,
a indiferença apenas serve pra camuflar as maiores mentiras,
Negar continua sendo a piro forma de afirmar
E ainda sim
Intrépido e enganado lhe afirmo, TE AMO!