A toxicidade das angústias sufoca, aglutina o sangue, apimenta o sabor dos sentidos. Possuído por aparências, uma a uma as máscaras caem até você não suportar olhar no espelho desconhecendo o sujeito refletido, você se identifica com a dor dele, de alguma forma estão conectados, detidos pelos olhares um do outro, entretanto, a incompreensão aprisiona ambos, você prefere transformar o espelho na representação física das máscaras, do que resta delas, prefere torná-lo o que você é. Esse desconhecido que se te habita a anos, todo o caminho de perdas , ansiedades, falsas expectativas, amores partidos, todo esse engodo te torna sua própria mordaça, e não existirão sorrisos amarelos que conseguirão fazer os cacos se juntarem novamente, que esse vórtice torne ao calmo e calado universo, ele despencou como a chuva do último domingo. O verão ainda tem algo de gélido e talvez esse seja você.
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
Terça-feira, Outubro 20, 2009
Monstro do Pântano
Segunda-feira, Julho 13, 2009
REQUIEM
faz sintonia entre teus balbuciosme perde nas ócas de teus ouvidos
escutando com tuas felizes palavras;
reluzentes, encegantes dizeres
periddos e acolhidos em meu peito.
sinto o véu do teu cabelo de lã
debruçado sobre meu tronco já tardil
que de espanto respinga de nariz a olho
o soprano médio de um lamúrio envenenado
como o ópio do tempo amargo-e-dado
defeito, como o pó que me contamina,
amadurecido como o fruto do que senti.
mas sempre reluz no fundo da lugebreidade dos olhos
a lembrança pura e contaminada
do que poderia ter visto, tocado, sentido...
mas não me deleitei.. . .
não tomei desse copo de leite
preferi ao vinho, às alcunhas cruéis da noite
[minha maior amante]
e hoje já desguarnecido de possibilidades
que não somente a de ar-cessar
aguardo tranquilo na aparência de uma fronte perturbada
com cicatrizes que dizem mais por si do que poderia ter dito
quando a oportunidade ainda era minha companheira
sombras do passado que iluminam meu presente
somente esse filme tocará como última nota de meu requiem
Terça-feira, Junho 02, 2009
apocalipse please [fragmento de gritaria]

Do que te vale ter todo o poder sobre aquilo que te cerca??
Adiantaria eu dizer que você não é nada??
Que você é o lixo escomungado, banido e esquecido??
Que se importar com algo maior que não é compreensível por você é uma das maiores tolices empurradas guela abaixo que já existiram...
Adiantaria questionar se seus pais sabem das verdades onicientes da vida se eles são tão humanos, é eles são humanos e não deuses pagãos como você sempre pensou.
enfim estamos aqui eu e você fruto de uma geração frustrada e coibida poelo sistema "sociável" baseado em mentiras, egoísmo e insatisfação sublimada. Busacamos o sexo [e acredite tudo o é] como forma de fugirmos, mesclamos componentes químicos e criamos drogas pra amortecer, excitar, transformar, relaxar, ante todas as frustrações que nos cercam a todo o tempo, fingimos sentir algum esboço de coisas indizíveis qunado na realidade tudo que buscamos com esse fingimento é o próprio sentir algo, pois se amamos loucamente uma pessoa e nos despedimos fervorosamente dela e logo em segida ignoramos um mendigo na rua como podemos sentir ou ser algo que passe perto do humano.. estmos perdidos como já está escrito, por isso criamos um salvador que nos redimiu e redime de todo o pecado que cometemos e cometeremos, à parte desta realidade[sim eu me contradisse] percebesse que estamos perdidos e que nada pode nos salvar além de nós mesmos, devemos , para sentir, vivenciar nossas frustrações e angústias, experimentar todo tipo de dor e sofrimentoe confundirmos-nos contrariando as expectativas dos personagens das novelas que tentam nos lavar alguma mente que tenhamos.
perceba a que ponto chegamos, pobres de nós; macacos pelados; criamos algo que dá valor pra não emitirmos juízo de valor e controlar nossas vidas, mas aidna sim queremos expressar nossos juízos e ter o poder de controlar nossas vidas, o que mais poderia ser tão patético, é como se os cães subvertessem o relacionamento de dono/cão onde o cão serve ao dono, só que no nosso caso não há dono e não há cão, nós não somos nada além das faláceas purulentas de um mundo em colapso.. e ajudamos a acelerar esse processo, por isso eu berro, grito e esbravejo APOCALIPSE PLEASE!
[perdoe a ofensiva, mas é que em algum momento temos que gritar e alguém sempre paga, sempre!]
Domingo, Maio 24, 2009
pensando sobre nada...
Sexta-feira, Maio 22, 2009
everhurt
". ..you is all i need.."é deveras difícil dizer que tudo o que se pensa raramente ocorre, ou na maior parte das vezes se torna, ao avesso e complexamente diferente mas ocorre é estranho assumir a redundância das nossas existências, saber que um afago o será e que as representações de tudo, do todo , do outro jamais ocorrerão semelhantes em universos tão distantes como nossos corpos que se abraçam neste momento. Suspiros não remediam a invulnerabilidade da mente, não adianta desejar apenas se o corpo não obedece e os sentimentos são como um imenso emaranhado sem nós, sem cós nem fio. Os olhares que estão transitando sempre são tão vazios quanto as possibilidades que são analizadas ante toda à inflexibilidade de nós mesmos, não são as coisas que devem se curvar à nossa magnânima e ilusória in-potência, e sim nós que devemos descobrir que o palco do qual olhamos tudo, o todo, o outro, está sempre no mesmo piso que ele se encontra.
Eu desejo fazer com que as coisas aconteçam, mas elas não correm em minha direção, ninguém disse que seria fácil ou simplesmente aocnteceria se eu deixasse fluir, em certos momentos vem a questão que tem me perseguido, se fui feito pra esse mundo ou se o mundo não foi feito pra mim, é bem egoísta mas por favor: desca de seu palco e veja que o todo, o outro, o tudo são apenas reflexos imperfeitos de você no SEU mundo e entenda que nada pode fazer descontruto ou ainda mutante e volátil além de você.
Terça-feira, Janeiro 06, 2009

pois triste és
e jamais terá o feliz feito
de enganjar-se em têmpera felicidade
já que,aqui jaz em teu peito,
há amargura desespero e incredulidade.
mas há de convir tambémque para tal mal sempre existirá
tão bem,
oposto eqüilutanteque desamargura, enfelidece e em tons de requiem
amadurece os céuse faz brotar frutos do além,
além do mais que a somente tu convéme você ocila
sentindo, indo, voando
e esvoaçado re-vindo
nessa terra de oriundos
em busca de seu bem!
*em consenso ao dito citado por ti [BANZOO] = poema inominado de FERNANDO PESSOA
Assinar:
Postagens (Atom)

